Nascido em Guaratinguetá, São Paulo, em 22 de setembro de 1916, Dilermando Reis se destacou como um dos maiores violonistas e compositores da música brasileira. Sua trajetória musical começou cedo, impulsionada pelo pai, também violonista, aprendendo as primeiras notas ainda na infância.
Aos 18 anos, Dilermando mudou-se para o Rio de Janeiro, onde deu início à sua carreira profissional como professor em lojas de instrumentos musicais. A década de 1930 marcou sua entrada no universo do rádio, primeiramente na Rádio Guanabara e, em seguida, na Rádio Transmissora. Foi neste último, inclusive, que ele inovou ao apresentar um programa de violão solo, algo inédito para a época.
A consolidação de sua carreira radiofônica veio em 1940, quando foi contratado pela Rádio Clube do Brasil. Lá, Dilermando fez história ao fundar a primeira orquestra de violões do país, um marco para a música instrumental brasileira.
O ano de 1956 foi especialmente significativo, com a estreia de seu programa “Sua Majestade, o Violão” na Rádio Nacional. O sucesso foi tão grande que a atração permaneceu no ar por 13 anos, solidificando sua fama e alcance nacional.
Além de sua atuação no rádio, Dilermando Reis deixou um legado discográfico expressivo, com composições próprias e gravações de obras de outros compositores. Clássicos como a valsa “Se ela perguntar” e o choro “Dois destinos” são de sua autoria. Ele também foi fundamental para a popularização de peças como “Abismo de Rosas”, de Canhoto.
Considerado por muitos como o maior violonista brasileiro, Dilermando Reis, que faleceu em 1977 aos 60 anos em decorrência de problemas cardíacos, influenciou profundamente gerações de músicos. Sua obra continua viva e inspiradora.
Em celebração aos 110 anos do nascimento do mestre, o Clube do Choro de Brasília apresenta o espetáculo “Especial Dilermando Reis – 110 anos: Sob o Céu de Brasília”. O violonista Alessandro Borges, após mais de duas décadas de pesquisa sobre a vida e obra de Reis, homenageia o compositor com um concerto que revisita seu repertório. A apresentação conta ainda com a participação especial da cantora Pilar Acosta, mantendo viva a memória deste ícone da música brasileira.

